American Hardcore (2006)

Postado em Rock em Junho 2, 2008 por valter9

Venho dessa vez para falar novamente de rock, mas de uma forma diferente, vou apresentar a música através dos olhos do cinema. Para estrear essa seção, nada melhor que o documentário American Hardcore (2006), dirigido por Paul Rachaman. Baseado no livro American Hardcore : A Tribal History do escritor Steven Blush, o documentário mostra os fatores que levaram jovens brancos marginalizados a criarem essa vertente do Punk Rock mais rápida e agressiva. O governo do presidente Ronald Reagan e o cenário musical do fim da década de 70 contribuíram na criação do que seria chamado de Hardcore. Cansados de músicas com solos infinitos e de um governo conservador, esses jovens utilizaram o punk como um portal, para mostrar toda a sua insatisfação e raiva com o mundo.

Esse termo chamado Hardcore, foi retirado de filmes adultos da época e era sinônimo de pornografia pesada. Outro aspecto interessante desse movimento era que diferentemente do Punk Inglês, essa variação californiana não achava graça em usar drogas e suas letras eram voltadas para problemas do cotidiano dos jovens, como familia, desemprego, raiva,etc. O filme conta também com depoimentos de integrantes de bandas pioneiras do estilo, como Black flag e Bad Brains, que explicam como o hardcore de Los Angeles se espalhou pelo resto do Estados Unidos. Para quem gosta de agressividade,velocidade e rock and roll, aqui vai a dica deste ótimo filme e a chance de entender a contribuição dessa vertente para o mundo da música.

Trailer

Por que Brave se tornou Grave?

Postado em Pop, Álbuns com as tags , , em Maio 28, 2008 por valter9

O álbum mais recente de Jennifer Lopez não foi bem aquilo que todos esperavam. Seu quinto trabalho de estúdio estreou no fracassado 12° lugar na Bilboard, a pior posição de sua carreira, e não pára por ai. O trabalho da musa teve ainda as piores vendas com apenas 650 mil cópias no mundo, sendo 130 mil vendidas nos EUA. O disco de nome “Brave” (Bravo) recebeu o apelido de “Grave” (Túmulo) por causa do tamanho fracasso.

Mas o que aconteceu? Certamente não foi descaso nem tão pouco falta de qualidade. Após dois anos do excelente álbum “Rebirth”, J-Lo veio com um álbum que lhe faltou identidade sonora. Todas as músicas não só eram muito semelhantes entre si como se apoiavam no estilo de batidas de Black Music exagerados que ainda dominam o cenário musical Americano. Para piorar as coisas a divulgação do álbum foi interrompida devido à gravidez da cantora e o nascimento de seus filhos gêmeos. O álbum não chega a ser ruim, mas poderia ter sido melhor. A primeira música de trabalho, “Do It Well”, demora mesmo para cair no gosto. Talvez no seu retorne J-Lo coloque novamente mais de seu toque especial em suas músicas.

Avril Lvigne – My Happy Ending

Postado em Pop com as tags , , em Maio 7, 2008 por valter9

Músicas que falam sobre separação não são fáceis de encontrar no mundo pop da música, onde predominam as canções alegres, de letras simples e que mostram o quanto a cantora é gostosa e não liga muito para sentimentos alheios. Avril escreveu “My Happy Ending” em 2004 para seu segundo álbum chamado “Under My Skin”. A canção retrata lindamente os sentimentos que qualquer um pode ter ao perceber o fim de um relacionamento que você não esperava que terminasse.

Independente do ritmo e da cantora qualquer um pode ouvir a música e perceber a qualidade em seus acordes e na voz de Avril, deixando evidentemente, o preconceito de lado. Se há algo que Lavigne faz bem são justamente músicas que expressam sentimentos, ou, as chamadas “baladas”. Talvez a parte mais forte da letra seja a que mostre uma pessoa triste e com raiva, mas que evidentemente ainda gosta da outra parte:

It’s nice to know that you were there /
Thanks for acting like you cared /
And making me feel like I was the only one /
It’s nice to know we had it all /
Thanks for watching as I fall /
And letting me know we were done /

A canção recebeu um prêmio de melhor composição em um festival do Canadá, país onde Avril nasceu. São poucos artistas pops que atualmente com uma enxurrada de produtores e efeitos digitais ainda se preocupam em escrever suas próprias letras e trabalhar com carinho nas melodias. Avril é um exemplo mais do que verdadeiro.

The Velvet Underground/The Velvet Underground and Nico (1967)

Postado em Sem-categoria com as tags em Abril 23, 2008 por valter9

A década de 60 foi marcada pelo lema paz e amor e pela onda de otimismo, de que o mundo ainda tinha salvação. Mas o sol não brilhava para todos, muito menos para um grupo de Nova Iorque chamado Velvet Underground. Com o seu álbum de estréia, eles fizeram um contraponto sombrio e gelado ao som ensolarado que vinha da costa oeste do Estados Unidos. O som distorce, arranha, tem pouca nitidez e às vezes soa como algo desagradável.

O líder do grupo, Lou Reed, descarrega toda a sua sabedoria adquirida nas ruas em suas letras. A faixa “Venus in Furs”, que mais parece uma marcha fúnebre, apresenta o sadomasoquismo de maneira primorosa, acompanhada de estalos e chicotadas da guitarra de John Cale. Por outro lado, temos “Heroin”, que retrata as drogas como uma alternativa para amenizar a dor. ”All Tomorrow Parties” era uma ode aos fracassados da elite de Nova York. Na época, ninguém entendeu muito bem a proposta do Velvet, acharam que era um golpe do criador da capa e artista da pop art, Andy Warhol. A crítica odiou na época e as rádios sequer tocavam musicas do álbum. Nem por isso, este álbum deixou de influenciar o rock, bandas como Joy Division e Nirvana diziam aos quatro ventos a importância de ter ouvido esse disco e de ter montado uma banda por causa dele. O Velvet Underground com esse álbum deixou claro uma coisa: o rock não era somente rebeldia adolescente, ele podia muito bem tratar de temas adultos e complexos. Além disso, vale sempre lembrar, que nem sempre o sol é para todos.

Selo/Verve

Produção/Andy Warhol*Tom Wilson

Projeto Gráfico/Andy Warhol

Nacionalidade/EUA

Duração/48:34

Coletâneas de vídeos: uma grande saída

Postado em Clipes, Pop com as tags , , em Abril 13, 2008 por valter9

Como a reunião das Spice Girls foi interrompida bruscamente faltando alguns meses para o seu término, algo que podemos avaliar como muito bem aproveitado foi o lançamento em dvd da coleânea de todos os clips da carreira do grupo. Contendo desde Wannabe até Goodbye, esse trabalho e um exemplo do que todos os cantores e bandas deveriam seguir.

Artistas como Madonna, Michael Jackson e Britney Spears possuem também esse mesmo tipo de produto lançado há um bom tempo. Outras cantoras que tem vídeos muito famosos como Alanis Morissette e Avril Lavigne ainda não aderiram, apesar de não ser por falta de pedidos de seus fãs.

Essa é uma grande saída para a atual crise de discos que todas as gravadores sofrem desde o advento do mp3. Ter todos os vídeos de sua banda ou cantor favorito em alta qualidade, com ótimo som para assistir sempre que quiser é sem dúvida o melhor caminho a seguir quando ainda se tenta vender algum tipo de formato físico de suas canções. Melhor ainda se vir acompanhado de um cd com os Greatest Hits, como fizeram as meninas da Inglaterra. Algo a se pensar.

Ramones/Ramones (1976)

Postado em Rock, Álbuns em Abril 10, 2008 por valter9

A capa não mente. Foto em preto-e-branco, simples, direta e crua. Para comprovar isso bastar ouvir a primeira faixa deste álbum que é considerado o manifesto definitivo do Punk. Gravado em apenas 2 dois dias e com o irrisório orçamento de U$$ 6 mil,os Ramones desnudam o rock até sobrarem os seus elementos básicos. Esqueça solos de guitarra e letras fantasiosas, com os Ramones não existia enrolação, eles iam direto ao ponto, como um soco no seu estômago. As faixas, com cerca de três minutos, são impulsionadas pelos quatro acordes furiosos e rápidos de Johnny Ramone e pela bateria devastadora de Tommy.

As letras tinham a simplicidade como marca registrada,tratava de anseios e necessidades adolescentes. O vocalista Joey Ramone grita para dizer o que quer (“I Wanna Be Your Boyfriend,”Now I Wanna Sniff Some Glue”) e o que não quer (“I Dont Wanna Walk Around With You”). Na época em que foi lançado o disco foi praticamente ignorado pela crítica e publico, mas mesmo assim conseguiu passar a sua mensagem de que o Rock and Roll era simples e para ter uma banda bastava querer. Sua Influência vai desde Sex Pistols até Arctic Monkeys e é impossivel medir os estragos que causou no mundo da música. Este álbum descomplicou o rock e devolveu esse gênero para as ruas,de onde nunca deveria ter saído. Vida longa aos Ramones!!!

Selo/Sire

Produção/Tommy Erdelyi*Craig Leon

Projeto gráfico/Greg Allen*Sevie Bates

Nacionalidade/EUA

Duração/29:04

 

Nova música de Madonna leva mais do que 4 Minutes para conquistar

Postado em Pop em Abril 4, 2008 por valter9

Que Madonna sempre consegue dar a cara dela mesma para tudo que produz e toca é algo inegável, porém, quando duas outras participações pesam sobre a sua como no caso de sua nova música cahamda “4 Minutes” do álbum Hard Candy, fica difícil reconhecer a sonoridade da diva.

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Evidente que sua sempre soberba atuação em qualquer campo da música onde o pop lhe permita ir, conseguiu manter uma qualidade indiscutível, independente se fosse com pitadas de country, dance, techno ou mesmo black. Madonna está lá! É possível reconhecê-la no som da música, mas não tem como não lembrar imediatamente de Nelly Furtado, Pussycat Dolls, Jennifer Lopez e outras.

No fim das contas esse era o som que Madonna queria, então por esse lado ela está de parabéns, afinal pros padrões pop/black atuais a música é ótima. No quesito “Madônnico” deixa um pouco a desejar.

Leandro A. Ferreira

Bala com asas de Borboleta

Postado em Clipes, Rock em Abril 2, 2008 por valter9

Quando lembramos dos videoclipes da banda Smashing Pumpkins,sempre recordamos do magnífico “tonight tonight”. Não é por acaso,afinal de contas,esse clipe venceu seis categorias do Mtv Music Awards,premiação renomada no meio musical. Porém,nem tão lembrado e premiado,temos o clipe da música “Bullet with Butterfly wings” .

Gravado em 1995, o vídeo foi inspirado em documentários sobre minas de diamantes e pela primeira vez o grupo apresenta o seu novo visual “Glam Rock”. Para os curiosos,este foi o último clipe dos Pumpkins em que o vocalista Billy Corgan aparece sem a sua cabeça raspada.

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O clipe tem como proposta trabalhar com elementos contraditórios,como luz e escuridão, pois apesar de se desenvolver em um terreno todo escuro e sujo,o céu está limpo e o dia ensolarado. Prova que mesmo falando de temas perturbadores e sombrios,nem sempre é preciso cenários em que a escuridão predomina.

Outro aspecto interessante é a fotografia, que trabalha muito bem com a cor azul,confirmando a intenção de contrastes que o clipe propõe. A letra que desfila entre sentimentos como ódio e indiferença, foi sem sombras de dúvida muito bem representada nesta obra. “Bullet with Butterfly wings” ensina a lição para aqueles que adoram clichês e mostra que sentimentos e idéias obscuras podem caminhar muito bem em um dia ensolarado e quente. Agora chega de conversa,senhoras e senhores,Bala com asas de Borboleta ou Bullet with Butterfly wings.

Muitos ouvem Rock, poucos ouvem Matanza

Postado em Rock em Março 30, 2008 por valter9

“Muitos ouvem Rock, poucos ouvem Matanza“, essa com certeza é a frase que melhor define essa banda única com um pesado, forte e poderoso ROCK DE VERDADE. Eles possuem uma mistura de ritmos, principalmente metal e country o que os deixa com uma caracteristica sonora inigualável.

Todos os integrantes são admiradores de Johnny Cash em já gravaram até mesmo um álbum somente com regravações chamado “To Hell With Johnny Cash”. Em seus álbuns o destaque fica por conta de músicas como a famosa “Pé na Porte e Soco na Cara”, além das menos conhecidas e nem por isso menos importantes como “Bota com Buraco de Bala”, “Último Bar”, “Taberneira Traga o Gim”, “Bom é Quando Faz Mal” e a incrível “Eu Não Gosto de Ninguém”, que fala sobre um sujeito cansado da vida e que não consegue e nem quer confiar em mais ninguém.

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As letras da banda são quase sempre provocantes ao falar de bebida, briga e mulheres. Os integrantes são: Jimmy London (vocalista), Donida (guitarra), China (baixo), Jonas (bateria). Se ainda não conhece Matanza e gosta de puro e bom rock procure por suas músicas e você com certeza não irá se arrepender, afinal, bom é quando faz mal!

Confiram abaixo o clipe de “Pé na porta e Soco na Cara”